Coprofagia: o que é e como agir
Muitos cães apresentam este problema, deixando os donos em pânico: além de causar nojo às pessoas e produzir um hálito super desagradável, as chances de o animal contrair doenças e verminoses aumentam bastante.
Coprofagia significa...
O ato de comer fezes. O cachorro pode desenvolver o hábito de comer o cocô de outros animais – inclusive de gatos – ou, ingerir suas próprias fezes.
Por quê?
Por incrível que pareça, as fezes possuem muitos nutrientes e vitaminas não absorvidos ou digeridos. Portanto, o animal está se alimentando quando ingere as fezes.
Isso não significa que, se o seu cão curte comer as fezes, você deve trocar a ração dele por um bom prato de cocô.
Quer dizer que, deficiências nutricionais ou distúrbios do aparelho digestivo são fatores que contribuem muito para o desenvolvimento desse hábito.
Comer fezes de outros animais
Assim que perceber o problema, leve o cão ao veterinário. Alguns casos podem ser resolvidos com mudanças na dieta ou com suplemento nutricional.
Se o cão come as fezes do seu gato, procure colocar a caixa de areia do bichano em um lugar onde o cão não tenha acesso, ou então faça uma caixinha fechada, com apenas uma porta que seja do tamanho do gato e que o cão não consiga entrar.
Você também pode tentar controlar este comportamento jogando objetos barulhentos na direção do cão - como uma lata com moedas - ou colocando nas fezes algum produto não tóxico (que deve ser indicado por um especialista ou veterinário) que lhe cause uma sensação desagradável.
Comer as próprias fezes
Este comportamento é mais raro do que ingerir as fezes de outros animais. E também mais difícil de resolver...
Mas não desanime. As causas podem ser as mesmas que levam os cães a se interessar pelas fezes dos outros, como a deficiência nutritiva, mas também pode ser provocado por imitação, recompensa ou ansiedade.
Você deve estar se perguntando: “Mas como ele está imitando se ninguém aqui em casa come cocô???” Está aí uma boa pegadinha... Quando o cão observa o dono limpando as fezes dele, ele pode tentar fazer a mesma coisa.
Independente do que ele ache que o dono fez com as fezes, o cachorro só tem uma maneira de imitá-lo: para remover o cocô do local ele precisa comê-lo.
Pode parecer estranho, mas o próprio dono pode ter ensinado seu cão a comer fezes. Por exemplo: se sua mãe chega em casa e vê o tapete da sala carimbado com um belo montinho de cocô, com certeza ela não vai ficar nada feliz... Automaticamente, vai ficar bem zangada com o cachorro.
Aí, um belo dia, o bicho pode decidir comer as fezes e, para surpresa dele, quando a família chega em casa e não vê nenhum cocôzinho, faz festa e se mostra super contente. Logo, o cão pode fazer a seguinte associação: “Meu dono fica muito feliz quando eu como cocô e fica chateado pra caramba quando eu não faço isso”. Então, ele chega a seguinte conclusão: “Opa... o lance é comer meu cocô!!!” e passa a ingerir as próprias fezes com freqüência.
A terceira possível causa desse comportamento é a ansiedade. Cães que desenvolvem este hábito, geralmente, ficam grande parte do dia sozinhos ou confinados em canis. Não ter companhia e a falta do que fazer são fatores que têm muita influência sobre este comportamento.
Fazer o quê?
A primeira coisa a fazer é consultar um veterinário para que ele possa avaliar se o problema é fisiológico ou comportamental.
Alimentos com mais proteínas ou algumas substâncias específicas adicionadas às fezes que tornem a ingestão delas desagradável podem ser a solução do problema. Colocar vinagre ou algum outro produto não tóxico diretamente sobre as fezes também pode contribuir para que o hábito fique menos freqüente.
Converse com as pessoas da casa e tentem não recolher as fezes na frente do cachorro.
Leve seu cão em um local onde ele deva defecar e não se esqueça de agradá-lo e elogiá-lo sempre que fizer no lugar certo, o que ajuda a controlar o hábito indesejado.
Cuidado para não puni-lo por fazer cocô no lugar errado: o cachorro pode achar que o problema é fazer na sua presença. E aí você não vai poder fazer nada para impedir que ele coma as fezes.
Fonte: Alexandre Rossi
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