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03/02/2012
Escola Helen Keller busca voluntários para socialização de Cães Guias

O voluntário socializador auxilia o animal, ainda filhote, a conviver nos mais diversos tipos de ambientes e situações de convívio, para adquirir um comportamento estável e seguro, sem comprometer seu treinamento futuro como cão guia

Escola Helen Keller busca voluntários para socialização de Cães Guias



A Escola de Cães Guias Helen Keller está com vagas abertas para pessoas que desejam se candidatar como voluntário socializador dos cães. A escola é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, sediada em Balneário Camboriú, SC, e a primeira escola da América Latina ligada à Federação Internacional de Cão Guia. Trabalha, graças ao apoio de voluntários, para aumentar de forma significativa a mobilidade e a independência dos portadores de deficiência visual através do auxílio de cães guias e realiza todas as etapas de treinamento com esses animais até a adaptação com as pessoas cegas.

Segundo o treinador da escola, Fabiano Pereira – formado pela escola Seeing Eye Dogs (SEDA) na Austrália, na Fase de Socialização, o filhote vive por cerca de 15 meses com uma família voluntária e esse é um período importantíssimo para o seu treinamento. “Nesses meses, a família, sob nossa supervisão, fará com que o cão aprenda a se comportar e a acostumar com os mais diversos tipos de ambientes e situações de convívio social, como shoppings centers, restaurantes, escritórios, andar de ônibus, subir escadas, elevadores, entre outros. Tudo para que o cão adquira um bom caráter e se torne um adulto equilibrado, capaz de proteger e orientar o deficiente visual”, explica.

Atualmente, existem mais de 1.000 deficientes visuais em todo o país aguardando para receber o auxílio da Helen Keller e o suporte de voluntários socializadores é fundamental para o trabalho. “Todos os custos com o filhote são cobertos pela escola (graças ao apoio recebido através de doações), desde a alimentação até consultas veterinárias. Basta apenas que a família cuide do filhote com amor e o socializem, fazendo o animal participar de atividades sociais”, explica Fabiano.

Depois da fase de socialização, e o cão passar pela fase de treinamento, é realizada uma cerimônia de graduação em que o voluntário entrega o cão ao cego. “É um momento em que o voluntário tem o reconhecimento do seu trabalho e tem a oportunidade de fazer uma ação de bondade que transforma a vida de pessoas portadoras de deficiência visual. Isso é o que chamamos de filantropia, ajudar quem não se conhece”, complementa.

Para compreender a causa
Dagmar Zandonadi e Anderson Menzel foram voluntários socializadores da Clever, uma fêmea da raça Golden Retriever. Segundo eles, o interesse em ajudar surgiu através de uma matéria na TV sobre a escola e a paixão pelos animais. “Pensamos que poderia ser uma experiência maravilhosa, conviver com um animal fantástico e ainda poder ajudar numa causa como essa. A Clever foi um furacão de emoções, amável, travessa e inteligente”, afirmam.

“Como voluntário socializador, apenas se tem a responsabilidade de educar e socializar o cão como se deve, sem transformá-lo em um robô, porque é um animal como todos os outros. Assim você começa a compreender a causa e ver a importância desses animais na vida de um cego, Dessa forma, tudo muda em você, na sua família e no meio em que você vive, literalmente, você sente que é seu dever tratar a todos de forma igual”, explica Dagmar.

“O cão será um marco em sua vida. Estabelecemos um vínculo de amor muito maior por ele, por tudo o que ele representa e é capaz de fazer, mesmo diante de tantas adversidades. Termos sido voluntários socializadores nos deixou seres humanos melhores, mais conscientes de quem somos e da importância de lutar por igualdade de direitos, sempre pensamos que todo mundo devia passar por uma experiência assim”, complementa.

Fazer o bem
Josiane Brigida Rogal foi voluntária socializadora da Brisa, fêmea da raça Labrador. Segundo ela, o desejo surgiu ao saber que poderia doar um pouco do seu tempo para ajudar um projeto tão grandioso como o da Escola Helen Keller, e poder ajudar os cegos a conseguir mais mobilidade e exercer o direito de ir e vir, interagir junto à sociedade.

Josiane conta que o Labrador é um cão extremamente dócil e gosta servir, além de ser inteligente e gravar o que aprende com muita facilidade. “Ter esse contato com o cão e acompanhar a evolução do seu treinamento foi muito gratificante”, conta. “Tenho interesse em ser socializadora novamente, é uma experiência muito boa, você aprende a cada dia. Isso se resume em amor pelo próximo e fazer o bem sem saber a quem”.

Uma missão importante
Luciane Franke Martins é voluntária socializadora do Espirro, filhote da raça Labrador. Segundo ela, o interesse surgiu através de um e-mail recebido, e ela e sua família, que já tinham 3 cães resgatados, ficaram animados com o desafio.

Para ela, ser um socializador é entender que o cão precisa passar pelo maior número de experiências possíveis. “É uma dedicação gratificante, tem a hora da comida, do exercício, do ‘banheiro’ e muitos nãos”. Luciane conta que na empresa onde trabalha todos foram bem receptivos, mas que algumas vezes é preciso enfrentar o desconhecimento das pessoas e das empresas diante da lei que assegura os direitos do cão guia, “mesmo assim, em 90% dos casos, Espirro e eu somos muito bem recebidos nos lugares”, afirma.

“Precisamos estar abertos a todo tipo de situação, é uma missão muito importante. Não tenho dúvidas que na hora de entregar o Espirro para o deficiente visual, será um momento emocionante, um misto de saudade com orgulho de ajudar a fazer a diferença na vida de uma pessoa”, diz Luciane.

Seja um Voluntário Socializador
Os interessados podem se inscrever através do site (www.caoguia.org.br), preencher o Formulário de Entrevista para o Voluntário Socializador e seguir as instruções de envio. Após esse procedimento, são feitas entrevistas com as famílias e pessoas, para que os avaliadores da escola possam conhecer seus perfis e estilos de vida, e decidir se são capazes de contribuir com a Escola de Cães Guia Helen Keller.

Mais informações:
Presidente da escola: João NirtoDiel – (47) 9977-1858;
Secretário da escola: Paulo Bernardi – (47) 9966-7007;
Treinador e técnico da escola: Fabiano Ferreira – (47) 9994-9483.
Site: http://www.caoguia.org.br




Fonte: Rotas Comunicação



 
 
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