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27/10/2017
Pesquisas na área pet reforçam benefícios do uso de prebióticos e algas na dieta dos animais

Soluções adicionadas nas formulações das rações favorecem qualidade de vida de cães e gatos e apontam tendências para o mercado. Temas foram destaque durante 4º Fórum de Pet Food Alltech


O bem-estar e o desenvolvimento saudável do organismo dos animais de estimação está diretamente relacionada ao equilíbrio do seu sistema digestivo. Pesquisas recentes apontam que a modulação de dietas focadas na saúde intestinal a partir do uso de prebióticos podem favorecer o desenvolvimento geral do animal. Segundo estudos apresentados pela professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ananda Felix, durante o 4º Fórum de Pet Food Alltech 2017, há resultados significativos na melhora das características fecais de cães e gatos em relação ao odor e consistência, a partir da inclusão de suplementação de base de leveduras nas rações dos animais.

Segundo a professora, os prebióticos atuam inclusive de forma preventiva no caso de futuras doenças graves. “Se as fezes estão com um odor muito forte pode ser que esteja ocorrendo fermentação excessiva no trato digestivo do animal, o que faz com que ele produza compostos que são agressivos para essa região. Então, a partir do uso de prebióticos, conseguimos observar melhora das fezes, porque reflete reações positivas que estão acontecendo dentro do organismo do animal, resultando em menor desconforto intestinal, risco de desenvolver inflamação ou, em casos mais graves, câncer no intestino”, explicou.

A solução pode ser adicionada de várias formas na dieta dos animais, porém a inclusão direta na formulação da ração é uma das maneiras mais eficientes. “Fornecendo no alimento principal é possível garantir um nível de inclusão adequado de acordo com o porte do animal. Além disso, para o prebiótico ter efeito benéfico precisa ser consumido diariamente, assegurando a manutenção de uma micorbiotia mais saudável”, analisou Ananda. O debate foi complementado ainda pela professora da Universidade de Illinois (EUA), Maria de Godoy, que trouxe estudos realizados nos Estados Unidos sobre a melhora da saúde intestinal de cães e gatos.

Ômega-3 e resposta inflamatória

Ainda durante o fórum, o professor do departamento de Zootecnia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Ricardo Souza Vasconcellos, apresentou o estudo sobre o papel do ômega-3 (DHA) na recuperação de processos inflamatórios no pós-operatório de castração de cães e gatos. “Depois de três dias da realização da cirurgia, a medida em que fomos incluindo o DHA na dieta foi diminuindo o efeito de modulação inflamatória. E também percebemos a deposição de DHA nos ovários e testículos, que ficou como tema de interesse para avaliarmos em um próximo estudo ligado a questão reprodutiva”.

Reconhecido tradicionalmente por estar presente no óleo e na farinha de peixe, o Ômega-3 também pode ser encontrado em fontes alternativas como as microalgas heterotróficas que foi a base utilizada na dieta aplicada pela UEM. Participante do evento, a consultora técnica do departamento do SAC da Special Dog, empresa parceira dos estudos da universidade, Gabriela Biancão Rodrigues, destacou que tem acompanhado na prática os resultados. “Há um grande diferencial com a presença de DHA na ração, principalmente no caso dos filhotes, que temos identificado nas pesquisas que temos acompanhado autos índices de digestibilidade, e, no caso das funções cognitivas, a questão do aprendizado”, reforçando a percepção dos produtos no mercado.

Panorama geral

O cenário global e a influência das micotoxinas na saúde dos animais de estimação foi outra temática apresentada durante a programação do Fórum de Pet Food da Alltech, apresentação realizada pelo Diretor Global do Programa de Gerenciamento de Micotoxinas da Alltech, Nick Adams. Em sua análise, Adams enfatizou que o assunto precisa estar em pauta para que as pessoas estejam atentas a todos os pontos de controle mediante este eventual problema. “Estamos usando mais cereais nas dietas dos pets e, dependendo de onde você está no mundo, e qual a qualidade do grão utilizado, está mais suscetível a ação das micotoxinas. E com algumas atitudes como o controle da qualidade dos grãos e a formulação das rações, é possível minimizar os riscos ocasionados por esse fator. Além disso, o Mycosor A+ é uma alternativa que ajuda a aliviar qualquer problema final que possa se apresentar na qualidade final da ração”, explica.

A respeito de mercado, o vice-presidente da Rush Direct Inc, Elias Freire, trouxe atualizações sobre as tendências mundiais para a setor. E sobre os processos produtivos de secagem, aplicação de líquidos e resfriamento das rações, o vice-presidente da Wenger, Claudio Mathias. Na opinião do responsável técnico da Agromaia Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários LTDA, Henderson Verdugo Pascoal, o evento contribuiu pelos conhecimentos externos apresentados. “Nós que estamos dentro da indústria precisamos dessa informação que vem de fora, pois muitas vezes não temos essa visão do que as pesquisas vêm trazendo para o mercado”, aponta.

Segundo o gerente de Pet Food da Alltech para América Latina, Mauricio Rocha, o principal objetivo do fórum é justamente oportunizar essa capacitação dos profissionais. “É um momento para atualização e repasse de novos conhecimento, novas ideias que possam ajudar a indústria a melhorar os seus negócios”, destacou.

Alltech - http://www.alltech.com




Fonte: Centro de Comunicação



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