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05/02/2018
CRMV-SP orienta donos de cães sobre cuidados com leishmaniose

Além de animais, doença atinge seres humanos. Incidência tende a aumentar no verão


A combinação típica do verão de calor e chuva aumenta o risco de surtos de doenças, como a leishmaniose. Isso acontece porque o mosquito-palha, principal transmissor do protozoário, tende a se multiplicar em ambientes úmidos e com temperaturas mais altas. Por isso, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) orienta a população a tomar alguns cuidados para evitar a infecção e a proliferação da doença nesta época.

É importante lembrar que, além dos animais, os seres humanos também podem ser contaminados. Em 2017, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, 121 pessoas foram diagnosticadas com a Leishmaniose Visceral, a forma mais grave da doença, e sete pessoas morreram.

Em Presidente Prudente, o número de animais contaminados pela Leishmaniose Visceral Canina (LVC) cresceu quase 100% no último ano, passando de 210 casos positivos em 2016 para 413 em 2017, de acordo com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município.

A médica-veterinária Dra. Mirela Tinucci Costa, conselheira suplente do CRMV-SP e professora da Universidade Estadual Paulista (UNESP), diz que o tutor deve adotar medidas de segurança, evitando que o animal seja picado pelo inseto. ''O uso regular de coleiras e inseticidas específicos aplicados no dorso do animal auxiliam na prevenção. Se residir em área endêmica, o cão deve ser recolhido ao entardecer, pois é quando há maior atividade do inseto vetor'' esclarece.

Dr. Rodrigo Mainardi, médico-veterinário e presidente da Comissão de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP alerta ainda que é ''muito importante observar que a Leishmaniose Visceral Canina não tem cura, há apenas o controle dos sinais clínicos e, no máximo, a diminuição do parasita infectante na circulação''.

Apesar dos riscos, é possível combater a doença. Para isso, o CRMV-SP reuniu algumas informações importantes a respeito da transmissão, do diagnóstico e das formas de prevenção da leishmaniose.

Transmissão - A Leishmaniose Visceral Canina não é transmitida pelo contato direto entre animais domésticos e o ser humano. É necessário que o flebótomo Lutzomyia spp, conhecido como mosquito-palha, pique um animal infectado e em seguida pique uma pessoa, transmitindo a ela o protozoário causador da doença.

Sintomas - Em humanos, a leishmaniose ataca principalmente o sistema imunológico, causando insuficiência renal crônica, emagrecimento, atrofia muscular, artrite e diarreia. Além disso, observa-se aumento de volume abdominal, febre intermitente com semanas de duração, perda de apetite, fraqueza, anemia, palidez, alterações respiratórias, dentre outros.

Nos animais, os sintomas da leishmaniose se apresentam na queda de pelos, descamação cutânea e presença de ulcerações localizadas ou difusas, além de letargia e emagrecimento. ''Como se trata de uma doença crônica, o primeiro sinal pode ser o emagrecimento. Com o tempo podem surgir sinais adicionais. Todavia, o animal pode ser doente e não apresentar nenhuma manifestação. Sendo assim, o tutor deve periodicamente levar o animal ao médico-veterinário para completa investigação'' explica Dra. Mirela.

Diagnóstico - A forma mais segura de diagnóstico da LVC é o teste rápido DPP (Dual Path Platform. Bio-Manguinhos/FIOCRUZ). É este o método mais simples e mais utilizado nas clínicas veterinárias, sendo a técnica rápida e pouco traumática para o animal.

Tratamento - No ano de 2017, os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Saúde aprovaram a comercialização do primeiro medicamento para tratamento da Leishmaniose Visceral Canina: o MilteforanTM, desenvolvido pela Virbac. A droga não cura a doença, mas promove uma grande diminuição na carga parasitária presente no sangue do animal, reduzindo o desenvolvimento das enfermidades características. Este tratamento, entretanto, requer monitoramento periódico de um médico-veterinário e deverá ser administrado até o fim da vida do animal, assim como devem ser mantidas, obrigatoriamente, as medidas preventivas.

Prevenção - Para o Dr. Rodrigo Mainardi, o sucesso no combate à leishmaniose está na prevenção, sobre a ótica da Saúde Única, que engloba a saúde animal, saúde humana e saúde ambiental.

Para evitar a contaminação dos animais e a transmissão aos humanos, o CRMV-SP orienta que os moradores façam sempre a limpeza dos quintais e jardins, evitando o acúmulo de materiais orgânicos, com o intuito de eliminar os criadouros do mosquito-palha. Também é fundamental verificar, constantemente, os animais e os levar para checkups no veterinário.

Além disso, mais alguns cuidados devem ser tomados:

Coleiras repelentes

As coleiras com substâncias repelentes são uma medida eficiente para não-contaminação com a zoonose. A deltametrina é o elemento químico recomendado pela Organização Mundial da Saúde para impedir o contato dos animais com o mosquito transmissor.

Barreiras físicas

Revestir janelas e portas de canis ou viveiros com redes e telas é outra medida preventiva com boa efetividade. Como o inseto se alimenta no período noturno, em regiões quentes e com incidência de leishmaniose é recomendável manter os animais abrigados após o fim de tarde.

Limpeza de locais abertos

Como o mosquito-palha se reproduz em locais com matéria orgânica, é preciso manter quintais limpos e evitar o acúmulo de lixo e água parada. A higiene é uma das melhores medidas de prevenção contra a leishmaniose. Terrenos abandonados e locais com muitas árvores e sem manutenção devem ser evitados pelos tutores ao levarem seus cães para passear.

Exames periódicos

Todas as medidas acima devem ser acompanhadas de consultas regulares ao médico-veterinário. Somente este profissional está capacitado para identificar os sintomas e promover o tratamento recomendado.

Sobre o CRMV-SP
O CRMV-SP tem como missão promover a Medicina Veterinária e a Zootecnia, por meio da orientação, normatização e fiscalização do exercício profissional em prol da saúde pública, animal e ambiental, zelando pela ética. É o órgão de fiscalização do exercício profissional dos médicos-veterinários e zootecnistas do Estado de São Paulo, com mais de 33 mil profissionais ativos. Além disso, assessora os governos da União, Estados e Municípios nos assuntos relacionados com as profissões por ele representadas.
http://www.crmvsp.gov.br/site/




Fonte: Apex Agência



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