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11/07/2019
O mercado de saúde de animais de companhia em 2018

Para entender o comportamento do mercado veterinário de pequenos animais no Brasil, a COMAC realizou a pesquisa Radar Vet 2018

O mercado de saúde de animais de companhia em 2018



Entrevistando veterinários e gestores de clínicas, consultórios e hospitais, descobriu-se que 73% dos estabelecimentos veterinários do Brasil são microempresas e 68% possuem atividade mista, ou seja, são clínicas ou consultórios com pet shop. Com essa configuração mista, além de propiciar uma oferta de serviço ampliada para o cliente incluindo a venda de produtos como medicamentos e ração, o proprietário consegue ganhos efetivos e, essa sinergia ainda favorece a profissionalização do negócio e a experiência de compra do consumidor.

Além do atendimento clínico oferecido, os estabelecimentos ainda têm agregado outros serviços que facilitam e otimizam a vida dos proprietários de animais. Atualmente, 74% das clínicas veterinárias já realizam exames de diagnóstico e 70% têm serviço de banho e tosa.

Ao procurar atendimento veterinário, o cliente tem preferência pelos locais onde possam acessar o maior número de serviços. Dispor de especialistas, atendimento de emergência e domiciliar num mesmo local, são facilitadores para os clientes e um diferencial num cenário tão competitivo. Hoje, 83% das clínicas atendem especialidades, 79% emergências e 53% faz atendimento domiciliar.

Toda essa evolução percebida na prestação de serviço veterinário tem refletido num crescimento do mercado de medicamentos para cães e gatos. Segundo a COMAC (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN), o mercado de saúde animal pet fechou o ano de 2018 com um crescimento de 21%, fortemente impulsionado pelas categorias: ectoparasiticidas (31%), biológicos (18%), e terapêuticos (12%), lembrando que o crescimento do ano anterior foi de 14%.

As mudanças no comportamento da sociedade em relação aos animais de companhia têm mudado rapidamente e a aproximação dos cães e gatos do convívio familiar redobra o cuidado dos seus donos com a saúde, bem-estar, higiene e comportamento.

De acordo com a FGV em estudo realizado para a COMAC, as estimativas apontam que em 2018 os gastos das famílias brasileiras com tratamento de animais domésticos somaram R$ 11,9 bilhões e, o Sudeste e o Centro-Oeste, são as regiões cujas famílias comprometem maior percentual da renda com tratamento de animais de estimação: cerca de 4,5% em média.

O crescimento observado na indústria de medicamentos mostra claramente que o comportamento mais voltado aos cuidados com a saúde e prevenção de doenças tem sido uma grande alavanca para a profissionalização do médico veterinário que, frente à concorrência, tem se especializado na diversificação e na gestão do seu negócio.

http://www.comacvet.org.br



Fonte: Texto Comunicação



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