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11/08/2020
Estresse pode causar distúrbios digestivos em cães

Alguns animais são mais sensíveis à mudanças e é preciso observar os possíveis sintomas de estresse que podem desencadear irritações digestivas


O impacto do estresse na vida de cães foi por muito tempo subestimado, mas hoje sabemos que ele existe e que, além de impactar no bem estar dos pets pode levar a problemas de saúde. A manifestação do estresse pode ocorrer de forma fisiológica (aumento da frequência cardíaca), comportamental (manifestações de agressividade, agitação, incapacidade de relaxar) e sintomática (no caso de distúrbios gastrointestinais). De maneira geral, as manifestações de estresse ocorrem por influência de hormônios que são liberados como resposta à estímulos estressores e podem atuar provocando sinais gastrointestinais, como diarreia, vômito, gastrites e úlceras. Dessa forma, é preciso ficar atento aos sintomas como vômitos ou mudanças no apetite. Ao notar sinais como estes, é recomendado levar o pet ao veterinário e, uma vez diagnosticado o problema, investir em uma alimentação específica para complementar o tratamento.

''Existem alguns desencadeadores comuns de estresse em cães como mudanças bruscas na rotina diária do pet, com exposição à novas pessoas e lugares'', explica Brana Bonder, médica Veterinária e supervisora de Assuntos Veterinários Hill’s Pet Nutrition. ''Esse estresse pode causar alterações digestivas e, com o diagnóstico do profissional, é recomendado oferecer uma alimentação com todos os nutrientes necessários para a sua recuperação'', completa.

A Hill's Prescription Diet Gastro Intestinal, da Hill's Pet, é indicada para os casos de distúrbios digestivos em cães, pois auxilia na boa absorção dos nutrientes capazes de ajudar na recuperação do animal. Este alimento conta com ingredientes de alta digestibilidade e adição de fibras, características que ajudam na absorção de nutrientes e no estabelecimento da microbiota intestinal benéfica. Além disso, o alimento possui combinação de eletrólitos, o que colabora para o restabelecimento do equilíbrio de eletrólitos alterados pelo vômito e pela diarréia.

De acordo com Brana Bonder, para aqueles animais que estão com o apetite diminuído é possível oferecer o alimento na forma úmida de forma exclusiva ou combinado com o alimento seco. '' O alimento úmido, por possuir maior teor de água, pode ser considerado mais palatável por alguns animais. Além disso, ele contribui para a hidratação do animal, fator importante já que o cão perde água pela diarreia, o que pode culminar em desidratação. Neste período de recuperação recomenda-se, também, evitar petiscos ou outros tipos de alimentos''.

Como reduzir os fatores de estresse para os cães

Existem algumas medidas que os tutores de cães podem tomar para evitar ou reduzir o estresse nos animais, vamos ver algumas delas:

1- É essencial que o tutor saiba diferenciar comportamentos normais de sinais de estresse. Dessa forma é possível diferenciar se o cão está lambendo as patas por ansiedade ou porque quer um petisco, ou pedindo algo, por exemplo. Quando o cão está relaxado suas orelhas estão semi eretas ou voltadas para frente, a boca está relaxada e a distribuição do peso está nas quatro patas. Sempre que o cão manifestar sinais de estresse deve-se retirar o estímulo estressante o mais rápido possível.

2- Se o cão estiver estressado deve-se resistir a tentação de confortá-lo em excesso. Esse comportamento apenas reforça o medo no animal e faz com que ele fique menos confiante no futuro. Uma estratégia que pode auxiliar é o fornecimento de petiscos como recompensa por um comportamento rotineiro, como por exemplo após o comando de “senta”. Com isso é possível distrair o animal e gerar um senso de normalidade na situação. Os comandos “senta”, “deita” e “rola” podem ser muito úteis para acalmar um cão em momentos estressantes.

3- Existem alguns meios de reduzir o estresse nos animais que podem ser implementados na rotina do tutor com o seu cão. Assim como para seres humanos, o exercício físico pode ser um bom aliado, então é importante que caminhadas e brincadeiras estejam sempre presentes. Estratégias de enriquecimento ambiental também podem ser bastante úteis, como por exemplo a disponibilidade de brinquedos e o uso de dispositivos específicos de alimentação, que obrigam o cão a interagir para se alimentar. Manter o animal entretido durante certo tempo é uma maneira eficaz de reduzir o estresse.

4- O uso de estímulos sonoros também pode deixar o animal menos estressado. Em um estudo com animais de abrigo, o uso de música clássica reduziu os sinais de estresse dos animais e é uma estratégia simples para utilizar com os pets em casa para reduzir ansiedade de separação, por exemplo.

5- Cães são animais de matilha e muitos estudos comprovaram que o contato social com outros animais e seres humanos é importante para o bem estar. Dessa forma, a socialização com outros cães e seres humanos também deve estar na rotina do pet.

6- Se o cão estiver constantemente estressado, é interessante buscar auxílio de profissionais comportamentalistas para avaliar os problemas relacionados ao gatilho do estresse e fornecer o melhor manejo possível.

Hill's Pet Nutrition - http://www.hillspet.com.br



Fonte: Polvora Comunicação



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